O Salário do Medo é o perfeito exemplar de um filme com forte critica social, conectada à uma trama extremamente tensa e cativante. Tudo sendo conduzido com maestria por Henri-Georges Clouzot. O elenco é o encaixe perfeito. Filmão!
Eu ri...de nervoso! O Drama tem um texto muito mais perspicaz e provocante do que aparenta; sem dúvida vai estar no top 10 desse ano de muitos. Zendaya e Robert Pattinson estão ótimos!
Assim como o anterior, Super Mario Galaxy é desprovido de maiores reflexões e vai direto ao ponto; só quer entreter e ser nostálgico, tentando manter a lógica do game, e isso já é o suficiente pra mim, e pra criançada.
Li em algum post que este Devoradores de Estrelas seria uma espécie de Marley e Eu, só que no espaço. Como desconhecia o material literário e ainda não havia conferido a produção encabeçada por Ryan Gosling, fiquei sem entender a comparação; até mesmo porque as prévias promocionais não davam indícios de algo desse tipo. O ponto é: para o gênero ter uma "sobrevida" nos cinemas, precisa recorrer cada vez mais a personagens com forte apelo emocional (como a relação de pai e filha em Interestelar, por exemplo) ou a "fofurices" como vistas aqui (o universo Star Wars é um exemplo, com o seu Grogu em O Mandaloriano). Sci-fi "pura" nível 2001, Blade Runner e até mesmo o Alien de Ridley Scott está cada vez mais rara, ou inexistente, sem apelo comercial. A diferença deste Project Hail Mary é que o elemento fofo em questão é bem construído; é uma produção muito bem conduzida e a dinâmica de seus personagens no espaço funciona. Mas não vá esperando uma nova Odisséia no Espaço; está mais para Marley mesmo, e no bom sentido.
Dessa safra de premiações, Foi Apenas um Acidente é a melhor produção qua assisti até o momento. O cinema de Jafar Panahi é declaradamente político/ativista, potencializado pela sua engenhosa capacidade de, com uma boa ideia e uma câmera na mão, contar uma história. Traz o melhor desfecho, em anos, de um filme.
Pânico 7 tem dois bons primeiros atos, a tensão, as perseguições bem construídas, e aqui a saga se mostra mais brutal, e abraça o absurdo sem pudor, sempre consciente de seu caráter de não se levar muito a sério. Seu calcanhar de Aquiles é o terceiro ato, principalmente as motivações pouco inspiradas do "Ghostface da vez"; e também fica nítida aqui a "realocação" de alguns personagens da sequência anterior, e o "apagamento" de uma importante personagem da trama. Sem falar que o elenco "teen" é o que menos interessa aqui. Mas, num balanço geral, entretém, honra a saga, e Sidney Prescott (Neve Campbell ótima) IS BACK!!
Talvez um Doug Lima ou um Guy Ritchie (o do velho testamento) tivesse feito um mousse muito melhor desse Cartas na Mesa que, apesar do ótimo elenco e proposta interessante, se envereda por situações bobas, e só se encaminha para o que de fato interessa em seus minutos finais. Assistível.
Por de baixo de uma montagem confusa, e uma fraquíssima iluminação, existe um filme muito bom; pena que o turbulento bastidor das filmagens (extensas refilmagens, tomada de controle criativo por parte do estúdio, substituição de compositor) amputaram tanto a obra, que o que nos sobra é um vislumbre do que o longa poderia ter sido. Ainda sim vale a conferida!
O texto de Emerald Fennell é contraditório, quando não simplista, mas Jacob Elordi e Margot Robbie estão muito empenhados em fazer acontecer, e a produção tem um belo trabalho visual (excetuando-se algumas escolhas duvidosas de figurino). Talvez estando como um "não leitor" da obra original, pude apreciasse alguns aspectos da obra, ainda que com ressalvas.
Sendo bem honesto, Valor Sentimental tem sua força em seu elenco com grandes performances; dito isso, por trás de todo um verniz de "sutilzas e camadas dramáticas" temos um texto bem folhetinesco, digno de um Manoel Carlos.
Animais Perigosos, como poucos filmes do gênero, sabe ser brutal, sem cair em idiotices. Apesar dos escorregões desnecessários do terceiro ato, a produção vale a conferida.
Andrei Rublev é um primor cinematográfico! Um trabalho digno dos grandes! Um dos melhores que assisti até aqui, e, até o momento, o melhor de Andrei Tarkóvski pra mim.
O cinema não é feito somente de cult instantâneos (e logo em seguida esquecidos) e futuros clássicos, mas de farofada também; e geralmente são estes que enchem as salas. Neste A Empregada, a única coisa que me apeteceu foi Brandon Sklenar. Assístível.
The Mastermind segue a "moda Anora" de "desromantizar", "desconstruir", fazer uma espécie de "revisionismo" em figuras outrora romantizadas nas telas (no caso aqui um ladrão de artes). Mas, "qualé a graça?". Voltando ao caso Anora, o cultuadíssimo filme de Sean Baker, onde a "heroína" vai ladeira abaixo em sua desromantização, culminando num dos desfechos mais "meh"possível, e também muitíssimo aplaudido mas, convenhamos, anticlímax, e não no bom sentido. Não que seja negativo essa era de desconstrução, mas nem o oscarizado de 2025 e muito menos esse daqui o souberam fazer; o de Baker soube finger bem. Prenda-me se For Capaz, de Spielberg, é um bom exemplo dessa desconstrução, e ainda entrega entretenimento. Já The Mastermind parece sempre à deriva em suas próprias ideias; e sobra a Josh O'Connor, nunca indelével em suas performances, algo que valha a pena conferir.
Assim como em seu projeto anterior (Divino Amor), Gabriel Mascaro parece ter muitas boas ideias para contar suas histórias, mas seu desenvolvimento (e talvez até mesmo por limitação de orçamento) as vezes frustram. Uma viagem no mínimo interessante.
É sem dúvida o "terror" mais fofo do ano! Criatividade não falta em Bom Menino, ainda que limitações orçamentárias precisaram ter sido dribladas. Interessante.
Fogo e Cinzas tem dois grandes problemas: roteiro e montagem, principalmente do meio para o terceiro ato. E sim, senti as mais de 3 horas na sala de cinema; no entanto, no quesito ação, James Cameron ainda manja muito, e fará muito bem se, de fato, dizer adeus ao universo de Pandora.
Como é prazeroso ver o quanto Rian Johnson parece se divertir realizando seus trabalhos "Knives Out". Aqui seu texto está tão afiado e genial quanto o primeiro (embora goste também de Glass Onion), e consegue a rara façanha de se encerrar uma trilogia com chave de ouro. Josh O'Connor e Glenn Close ótimos!
O Salário do Medo
4.3 109 Assista AgoraO Salário do Medo é o perfeito exemplar de um filme com forte critica social, conectada à uma trama extremamente tensa e cativante. Tudo sendo conduzido com maestria por Henri-Georges Clouzot. O elenco é o encaixe perfeito. Filmão!
O Drama
3.9 87Eu ri...de nervoso! O Drama tem um texto muito mais perspicaz e provocante do que aparenta; sem dúvida vai estar no top 10 desse ano de muitos. Zendaya e Robert Pattinson estão ótimos!
La Pointe Courte
3.8 39 Assista AgoraBelissimamente filmado e fotografado.
Super Mario Galaxy: O Filme
3.5 66Assim como o anterior, Super Mario Galaxy é desprovido de maiores reflexões e vai direto ao ponto; só quer entreter e ser nostálgico, tentando manter a lógica do game, e isso já é o suficiente pra mim, e pra criançada.
Devoradores de Estrelas
4.1 282Tem o plot de uma animação Pixar, quando o estúdio trilhava o auge de sua produção criativa.
Devoradores de Estrelas
4.1 282A Sci-fi e o elemento fofura.
Li em algum post que este Devoradores de Estrelas seria uma espécie de Marley e Eu, só que no espaço. Como desconhecia o material literário e ainda não havia conferido a produção encabeçada por Ryan Gosling, fiquei sem entender a comparação; até mesmo porque as prévias promocionais não davam indícios de algo desse tipo.
O ponto é: para o gênero ter uma "sobrevida" nos cinemas, precisa recorrer cada vez mais a personagens com forte apelo emocional (como a relação de pai e filha em Interestelar, por exemplo) ou a "fofurices" como vistas aqui (o universo Star Wars é um exemplo, com o seu Grogu em O Mandaloriano). Sci-fi "pura" nível 2001, Blade Runner e até mesmo o Alien de Ridley Scott está cada vez mais rara, ou inexistente, sem apelo comercial.
A diferença deste Project Hail Mary é que o elemento fofo em questão é bem construído; é uma produção muito bem conduzida e a dinâmica de seus personagens no espaço funciona. Mas não vá esperando uma nova Odisséia no Espaço; está mais para Marley mesmo, e no bom sentido.
Obs.: Queria mais de Sandra Hüller no karaokê.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 416 Assista AgoraAssitir a Hamnet é uma cada vez mais rara experiência imersiva no cinema. Jessie Buckley, visceral! Chloé Zhao, uma poetisa com uma câmera na mão.
Foi Apenas um Acidente
3.8 191 Assista AgoraDessa safra de premiações, Foi Apenas um Acidente é a melhor produção qua assisti até o momento. O cinema de Jafar Panahi é declaradamente político/ativista, potencializado pela sua engenhosa capacidade de, com uma boa ideia e uma câmera na mão, contar uma história. Traz o melhor desfecho, em anos, de um filme.
Pânico 7
2.7 364 Assista AgoraPânico 7 tem dois bons primeiros atos, a tensão, as perseguições bem construídas, e aqui a saga se mostra mais brutal, e abraça o absurdo sem pudor, sempre consciente de seu caráter de não se levar muito a sério. Seu calcanhar de Aquiles é o terceiro ato, principalmente as motivações pouco inspiradas do "Ghostface da vez"; e também fica nítida aqui a "realocação" de alguns personagens da sequência anterior, e o "apagamento" de uma importante personagem da trama. Sem falar que o elenco "teen" é o que menos interessa aqui. Mas, num balanço geral, entretém, honra a saga, e Sidney Prescott (Neve Campbell ótima) IS BACK!!
Cartas na Mesa
3.5 114 Assista AgoraTalvez um Doug Lima ou um Guy Ritchie (o do velho testamento) tivesse feito um mousse muito melhor desse Cartas na Mesa que, apesar do ótimo elenco e proposta interessante, se envereda por situações bobas, e só se encaminha para o que de fato interessa em seus minutos finais. Assistível.
O 13º Guerreiro
3.4 134 Assista AgoraPor de baixo de uma montagem confusa, e uma fraquíssima iluminação, existe um filme muito bom; pena que o turbulento bastidor das filmagens (extensas refilmagens, tomada de controle criativo por parte do estúdio, substituição de compositor) amputaram tanto a obra, que o que nos sobra é um vislumbre do que o longa poderia ter sido. Ainda sim vale a conferida!
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 181 Assista AgoraO texto de Emerald Fennell é contraditório, quando não simplista, mas Jacob Elordi e Margot Robbie estão muito empenhados em fazer acontecer, e a produção tem um belo trabalho visual (excetuando-se algumas escolhas duvidosas de figurino). Talvez estando como um "não leitor" da obra original, pude apreciasse alguns aspectos da obra, ainda que com ressalvas.
Valor Sentimental
3.9 370 Assista AgoraSendo bem honesto, Valor Sentimental tem sua força em seu elenco com grandes performances; dito isso, por trás de todo um verniz de "sutilzas e camadas dramáticas" temos um texto bem folhetinesco, digno de um Manoel Carlos.
Animais Perigosos
3.0 162 Assista AgoraAnimais Perigosos, como poucos filmes do gênero, sabe ser brutal, sem cair em idiotices. Apesar dos escorregões desnecessários do terceiro ato, a produção vale a conferida.
Socorro!
3.3 218Socorro! é divertidíssimo e conta com uma Rachel McAdams impagável! Dylan O'Brien ótimo também.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.4 206 Assista AgoraO Templo dos Ossos é tão bom quanto o antecessor...e ainda mais brutal!
Andrei Rublev
4.3 130 Assista AgoraAndrei Rublev é um primor cinematográfico! Um trabalho digno dos grandes! Um dos melhores que assisti até aqui, e, até o momento, o melhor de Andrei Tarkóvski pra mim.
A Empregada
3.4 544 Assista AgoraO cinema não é feito somente de cult instantâneos (e logo em seguida esquecidos) e futuros clássicos, mas de farofada também; e geralmente são estes que enchem as salas. Neste A Empregada, a única coisa que me apeteceu foi Brandon Sklenar. Assístível.
Charada
4.1 316 Assista AgoraDivertidíssimo!
The Mastermind
3.0 31 Assista AgoraThe Mastermind segue a "moda Anora" de "desromantizar", "desconstruir", fazer uma espécie de "revisionismo" em figuras outrora romantizadas nas telas (no caso aqui um ladrão de artes). Mas, "qualé a graça?". Voltando ao caso Anora, o cultuadíssimo filme de Sean Baker, onde a "heroína" vai ladeira abaixo em sua desromantização, culminando num dos desfechos mais "meh"possível, e também muitíssimo aplaudido mas, convenhamos, anticlímax, e não no bom sentido. Não que seja negativo essa era de desconstrução, mas nem o oscarizado de 2025 e muito menos esse daqui o souberam fazer; o de Baker soube finger bem. Prenda-me se For Capaz, de Spielberg, é um bom exemplo dessa desconstrução, e ainda entrega entretenimento. Já The Mastermind parece sempre à deriva em suas próprias ideias; e sobra a Josh O'Connor, nunca indelével em suas performances, algo que valha a pena conferir.
O Último Azul
3.7 214 Assista AgoraAssim como em seu projeto anterior (Divino Amor), Gabriel Mascaro parece ter muitas boas ideias para contar suas histórias, mas seu desenvolvimento (e talvez até mesmo por limitação de orçamento) as vezes frustram. Uma viagem no mínimo interessante.
Bom Menino
2.9 158 Assista AgoraÉ sem dúvida o "terror" mais fofo do ano! Criatividade não falta em Bom Menino, ainda que limitações orçamentárias precisaram ter sido dribladas. Interessante.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 284 Assista AgoraFogo e Cinzas tem dois grandes problemas: roteiro e montagem, principalmente do meio para o terceiro ato. E sim, senti as mais de 3 horas na sala de cinema; no entanto, no quesito ação, James Cameron ainda manja muito, e fará muito bem se, de fato, dizer adeus ao universo de Pandora.
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
3.6 240 Assista AgoraComo é prazeroso ver o quanto Rian Johnson parece se divertir realizando seus trabalhos "Knives Out". Aqui seu texto está tão afiado e genial quanto o primeiro (embora goste também de Glass Onion), e consegue a rara façanha de se encerrar uma trilogia com chave de ouro. Josh O'Connor e Glenn Close ótimos!