Dos capítulos disponíveis, vi apenas três (o primeiro, um do meio e o final), pois já pelo primeiro capítulo a história não me cativou, não sou tão fã do estilo do Lauro César Muniz, mas assim como "Os Gigantes", ouso dizer que é o caso da obra que aconteceu no período errado: se ela fosse realizada no meio dos anos 80, talvez a aceitação seria bem diferente. Por esses três capítulos, achei a obra sem carisma e lenta. O que salva, é claro, são Tarcísio e Glória, com aquela química maravilhosa que possuíam.
Uma boa obra do Maneco que iria definir suas obras posteriores na Rede Globo. Maneco foi extremamente hábil, com um enredo que poderia facilmente se desgastar ou até mesmo perder a sustentação: quando a verdade dos gêmeos poderia ser exposta, sempre ocorria uma reviravolta e o segredo se mantinha. Embora recheada de grandes diálogos, em algumas partes, a novela torna-se monótona, um reflexo de sua época, mas vale a pena insistir. Sobre a Helena, para mim, a personagem mais facinante da novela: uma mulher comum, que poderia ser alguém de nossa família, com um segredo de uma situação que poderia ocorrer com qualquer pessoa. A personagem se torna caótica após a revelação dos gêmeos e isso é maravilhoso. Outra boa sacada do Maneco, foi revelar os gêmeos semanas antes do fim, mostrando toda a consequência dos segredos, ele deveria ter feito o mesmo em Por Amor. Uma pena essa Helena ser tão subestimada, pelo fato da novela ser antiga. Ela merece ser celebrada, junto ao imenso talento de Lílian Lemmertz.
Foi muito bom acompanhar mais uma reprise de Rainha da Sucata. Tem pontos altos e baixos como todas as novelas que vi, mas os pontos altos superam tudo. Uma grande pena que o público não comprou essa nova exibição. A primeira parte da novela realmente é chata, mas depois torna-se um novelão carismático. Sempre bom rever Regina Duarte em cena. Amo-a. Glória Menezes, um espetáculo a parte, uma das minhas atrizes favoritas. A trilha sonora internacional, uma obra-prima e muito nostálgica, nos transporta para um tempo distante que não existe mais. Já estou com saudades.
Uma obra bastante monótona e os capítulos sobreviventes explicam o motivo do público ter fugido dela na época. Os únicos pontos interessantes são Antônio Fagundes que está absurdamente lindo e o final não convencional.
Uma das novelas que eu mais queria ver e que, no final, acabou se tornando uma grande decepção. Ritmo lento demais, talvez até pior que A Moreninha e uma escrita ainda muito “verde” de Gilberto Braga, que seguiu o livro à risca. Se tivesse ousado mais, talvez a obra se tornasse mais interessante. Assisti até o fim, na esperança de que melhorasse, mas essa melhora não aconteceu. Outro ponto irritante foi, no meio da novela, a alternância entre presente e passado, e muitas vezes sem qualquer sinalização clara dessa mudança, o que deixava tudo um pouco confuso. Acredito que, para a novela, ele deveria ter contado a história desde o começo e seguido uma linha temporal contínua.
Gostei e parecia ser uma novela agradável de assistir e despretensiosa. Talvez o clima de comédia screwball do início, tenha afastado o público na época. O final, achei bem audacioso.
Os dois capítulos sobreviventes mostram a complexidade da obra e, em minha opinião, não permitem um julgamento justo, como ocorre em outras obras do projeto Fragmentos, nas quais, mesmo com poucos capítulos preservados, ainda conseguimos ter uma dimensão mínima do conjunto. O que dá para concluir é que essa obra surgiu no tempo errado: se tivesse sido realizada no fim dos anos 80 ou até mesmo nos anos 90, talvez tivesse tido outro tipo de recepção — ou até mesmo pior, considerando o quanto nos tornamos mais conservadores.
É a primeira obra de Janete Clair que vejo e confesso que eu tinha muito preconceito em relação a ela, pois achava que suas obras eram datadas. Quebrei a cara ao ver o que restou dessa obra e pude perceber o quanto estava enganado. Notei também que ela era uma mestra na arte dos ganchos de capítulo, fiquei doidinho para saber o que aconteceu no capítulo 3. Fiquei muito feliz em ver como ela prezava pelo feminismo e como suas personagens eram fortes. Queimei a língua, e fico muito feliz por isso. Agora estou aberto a conhecer outras obras dela.
Vi o primeiro, um do meio e o último, já que ela não me arrebatou a ponto de ver todos os capítulos disponíveis. Não sou fã do Benedito, as obras dele não me tocam e nem conversam comigo, além de a meu ver serem arrastadas e sonolentas e esses capítulos que assisti possuem todas essas características que detesto.
É injusto julgar uma novela por apenas 5 capítulos, ainda mais que vi apenas 2, mas o que vi já passa a impressão de ter sido uma novela cafona e arrastada. O primeiro capítulo é bem brochante e ele determinou que eu fosse direto pro último capítulo que também não é nada animador. Nunca pensei que iria falar mal de uma obra do Cassiano, um autor que eu acho elegante e charmoso em sua escrita e vinha me agradando até então.
Não estava gostando dos primeiros capítulos, mas confiei no texto do Giba e segui adiante e, após o capítulo 15, na minha opinião, vira um novelão, principalmente quando chega próximo ao capítulo 100. Yara Cortes estava absoluta e coloco no mesmo patamar de Nívea Maria. Possui ótimos diálogos, principalmente sobre a condição da mulher na época, algo que percebi estar sempre presente nas obras do Giba que vi. Acredito que a censura tenha prejudicado um pouco os embates entre Xepa e Rosália; é nítido isso ao ver uma Xepa como uma mãe que apenas faz sacrifícios e não tem um pouco de sangue nos olhos. Faltaram uns tapas na cara da Rosália, que merecia demais pela forma ridícula como tratava a mãe. Edson é outro personagem muito ambíguo, o típico esquerdo-macho castrador. Os personagens possuem muitas nuances que nos permitem julgar e, ao mesmo tempo, acolher. O texto continua atual, o que é lamentável em alguns aspectos da sociedade. Outra coisa a dizer que essa novela é em alguns aspectos, o embrião de Vale Tudo.
Revi em 2006 e acabei de rever mais uma vez. Continua uma novela emocionante. Possui um ou outro defeito, além de alguns personagens chatos, mas o resultado final é impecável.
Um clássico gostoso de acompanhar, mas que na reta final perde bastante o fôlego. O autor criou e seguiu apenas duas linhas principais: os desencontros do casal principal e a fuga de Simão do terrível João Bala (que em alguns momentos se assemelha a Tom e Jerry) e por isso, perto da reta final, a trama torna-se um pouco cansativa e maçante, mas há muitos pontos positivos que sustentam o interesse: figurinos impecáveis, boas atuações e uma direção muito competente.
Finalizei mais uma exibição e constatei a imensa habilidade de Maneco em criar personagens tão reais, que nos afeiçoamos a eles e sentimos que fazemos parte de seus conflitos e alegrias. E uma pena essa novela ser tão subestimada.
Era a trama que eu mais queria ver e mesmo incompleta, gostei do que vi. Parecia ser uma obra bem melancólica. O final, eu achei bem audacioso pra época: matar os protagonistas. Uma pena que o que sobrou da trama, não valorizou Norma Blum.
Essa, com apenas seis capítulos, já deu pra ter um vislumbre de como era monótona. Um dos principais erros, na minha opinião, está justamente na escalação da Sandra Bréa como uma moça jovem e romântica. Ela era um mulherão demais pra se sujeitar a esse papel, e a caracterização da personagem também não ajudou. Nos dois capítulos finais, achei a caracterização bem melhor, condizente com uma mulher mais madura. O Jardel Filho, achei caricato e até mesmo canastrão no papel. No geral, não gostei do que sobrou da obra.
Estranhamente, acabei gostando. Sabia que a história do livro havia sido mudada totalmente, mas pra mim esse não é o ponto ruim. A escalação e a caracterização foram os erros. Acredito que pelo menos para a primeira fase, deveriam ter colocado atores mais jovens, não dá pra aceitar uma Torloni com um uniforme juvenil e nem uma Theresa Amayo como uma jovem de 20 e tantos, tanto que a Theresa convenceu mais quando interpretou a personagem mais velha. Infelizmente com seis capítulos, não é possível fazer uma análise justa, mas essa seria uma novela que eu possivelmente acompanharia se estivesse completa.
Das atrizes negras pioneiras, Neusa Borges era a mais subestimada e esse Tributo lhe fez muita justiça.
Acabei de assistir e achei fantástico. Das atrizes negras pioneiras, ela era a mais subestimada — e tem muito talento e carisma. Ela deve ter passado por muita barra-pesada durante a carreira, e sempre a considerei boicotada. Aquele trecho da entrevista no TV Mulher já mostra isso. Talvez essa personalidade forte tenha sido adquirida justamente para sobreviver no meio.
Uma atriz como ela, ir a um programa de televisão pedir emprego — isso é uma coragem que poucas pessoas teriam. Muitos se afogariam no ego e na decadência, em vez de ter essa coragem de escancarar as coisas. Essa fase da vida dela, em que precisou pedir emprego em programas, mostra muito bem como eram as coisas.
Uma homenagem muito merecida — e que bom que ela pôde ver isso e ter a noção de como foi (e ainda é) necessária.
Vi há dois anos e revi nessa última reprise na tv aberta. Continua sendo um novelão fantástico e mais uma vez me sinto órfão do povo de Santana do Agreste.
Não achei tão ruim quanto pintam, mas uma coisa que fica nítida é a falta de qualidade em cenários, figurinos e em algumas atuações. Nem parecia uma novela com padrão Globo da época.
É injusto dar uma nota para uma novela que possui apenas 6 capítulos sobreviventes, mas a experiência foi boa. Parecia ser uma novela bem gostosinha de assistir.
Faz parte de minha memória afetiva e foi muito bom acompanhá-la. Começa bem, depois fica um pouco morna e do meio pro final vira um novelão. Ainda acho "Tieta" superior em muitos aspectos. O elenco é estelar e saudoso: Eloísa Mafalda, Armando Bógus, Elizângela e Eva Wilma (essa é a que sinto mais saudades). Renata Sorrah impecável do começo ao fim, acho Pilar Batista uma personagem fascinante e complexa. Lima Duarte, dispensa comentários, mas confesso que antipatizei muito com Murilo Pontes, mas isso é reflexo da composição impecável do ator.
Espelho Mágico
4.0 5Dos capítulos disponíveis, vi apenas três (o primeiro, um do meio e o final), pois já pelo primeiro capítulo a história não me cativou, não sou tão fã do estilo do Lauro César Muniz, mas assim como "Os Gigantes", ouso dizer que é o caso da obra que aconteceu no período errado: se ela fosse realizada no meio dos anos 80, talvez a aceitação seria bem diferente. Por esses três capítulos, achei a obra sem carisma e lenta. O que salva, é claro, são Tarcísio e Glória, com aquela química maravilhosa que possuíam.
Baila Comigo
3.7 14Uma boa obra do Maneco que iria definir suas obras posteriores na Rede Globo.
Maneco foi extremamente hábil, com um enredo que poderia facilmente se desgastar ou até mesmo perder a sustentação: quando a verdade dos gêmeos poderia ser exposta, sempre ocorria uma reviravolta e o segredo se mantinha. Embora recheada de grandes diálogos, em algumas partes, a novela torna-se monótona, um reflexo de sua época, mas vale a pena insistir.
Sobre a Helena, para mim, a personagem mais facinante da novela: uma mulher comum, que poderia ser alguém de nossa família, com um segredo de uma situação que poderia ocorrer com qualquer pessoa. A personagem se torna caótica após a revelação dos gêmeos e isso é maravilhoso. Outra boa sacada do Maneco, foi revelar os gêmeos semanas antes do fim, mostrando toda a consequência dos segredos, ele deveria ter feito o mesmo em Por Amor.
Uma pena essa Helena ser tão subestimada, pelo fato da novela ser antiga. Ela merece ser celebrada, junto ao imenso talento de Lílian Lemmertz.
Rainha da Sucata
3.8 56Foi muito bom acompanhar mais uma reprise de Rainha da Sucata.
Tem pontos altos e baixos como todas as novelas que vi, mas os pontos altos superam tudo.
Uma grande pena que o público não comprou essa nova exibição.
A primeira parte da novela realmente é chata, mas depois torna-se um novelão carismático.
Sempre bom rever Regina Duarte em cena. Amo-a.
Glória Menezes, um espetáculo a parte, uma das minhas atrizes favoritas.
A trilha sonora internacional, uma obra-prima e muito nostálgica, nos transporta para um tempo distante que não existe mais.
Já estou com saudades.
Nina
3.7 2Uma obra bastante monótona e os capítulos sobreviventes explicam o motivo do público ter fugido dela na época. Os únicos pontos interessantes são Antônio Fagundes que está absurdamente lindo e o final não convencional.
Senhora
3.5 1Uma das novelas que eu mais queria ver e que, no final, acabou se tornando uma grande decepção.
Ritmo lento demais, talvez até pior que A Moreninha e uma escrita ainda muito “verde” de Gilberto Braga, que seguiu o livro à risca. Se tivesse ousado mais, talvez a obra se tornasse mais interessante. Assisti até o fim, na esperança de que melhorasse, mas essa melhora não aconteceu. Outro ponto irritante foi, no meio da novela, a alternância entre presente e passado, e muitas vezes sem qualquer sinalização clara dessa mudança, o que deixava tudo um pouco confuso. Acredito que, para a novela, ele deveria ter contado a história desde o começo e seguido uma linha temporal contínua.
Chega Mais
3.5 4Gostei e parecia ser uma novela agradável de assistir e despretensiosa. Talvez o clima de comédia screwball do início, tenha afastado o público na época. O final, achei bem audacioso.
Os Gigantes
3.5 3Os dois capítulos sobreviventes mostram a complexidade da obra e, em minha opinião, não permitem um julgamento justo, como ocorre em outras obras do projeto Fragmentos, nas quais, mesmo com poucos capítulos preservados, ainda conseguimos ter uma dimensão mínima do conjunto. O que dá para concluir é que essa obra surgiu no tempo errado: se tivesse sido realizada no fim dos anos 80 ou até mesmo nos anos 90, talvez tivesse tido outro tipo de recepção — ou até mesmo pior, considerando o quanto nos tornamos mais conservadores.
Coração Alado
3.3 4É a primeira obra de Janete Clair que vejo e confesso que eu tinha muito preconceito em relação a ela, pois achava que suas obras eram datadas. Quebrei a cara ao ver o que restou dessa obra e pude perceber o quanto estava enganado. Notei também que ela era uma mestra na arte dos ganchos de capítulo, fiquei doidinho para saber o que aconteceu no capítulo 3. Fiquei muito feliz em ver como ela prezava pelo feminismo e como suas personagens eram fortes. Queimei a língua, e fico muito feliz por isso. Agora estou aberto a conhecer outras obras dela.
O Feijão e o Sonho
4.0 2Vi o primeiro, um do meio e o último, já que ela não me arrebatou a ponto de ver todos os capítulos disponíveis. Não sou fã do Benedito, as obras dele não me tocam e nem conversam comigo, além de a meu ver serem arrastadas e sonolentas e esses capítulos que assisti possuem todas essas características que detesto.
Champagne
3.6 2É injusto julgar uma novela por apenas 5 capítulos, ainda mais que vi apenas 2, mas o que vi já passa a impressão de ter sido uma novela cafona e arrastada. O primeiro capítulo é bem brochante e ele determinou que eu fosse direto pro último capítulo que também não é nada animador. Nunca pensei que iria falar mal de uma obra do Cassiano, um autor que eu acho elegante e charmoso em sua escrita e vinha me agradando até então.
Dona Xepa
3.9 5Não estava gostando dos primeiros capítulos, mas confiei no texto do Giba e segui adiante e, após o capítulo 15, na minha opinião, vira um novelão, principalmente quando chega próximo ao capítulo 100. Yara Cortes estava absoluta e coloco no mesmo patamar de Nívea Maria. Possui ótimos diálogos, principalmente sobre a condição da mulher na época, algo que percebi estar sempre presente nas obras do Giba que vi. Acredito que a censura tenha prejudicado um pouco os embates entre Xepa e Rosália; é nítido isso ao ver uma Xepa como uma mãe que apenas faz sacrifícios e não tem um pouco de sangue nos olhos. Faltaram uns tapas na cara da Rosália, que merecia demais pela forma ridícula como tratava a mãe. Edson é outro personagem muito ambíguo, o típico esquerdo-macho castrador. Os personagens possuem muitas nuances que nos permitem julgar e, ao mesmo tempo, acolher. O texto continua atual, o que é lamentável em alguns aspectos da sociedade. Outra coisa a dizer que essa novela é em alguns aspectos, o embrião de Vale Tudo.
A Viagem
4.0 215 Assista AgoraRevi em 2006 e acabei de rever mais uma vez.
Continua uma novela emocionante.
Possui um ou outro defeito, além de alguns personagens chatos, mas o resultado final é impecável.
A Moreninha
4.1 3Um clássico gostoso de acompanhar, mas que na reta final perde bastante o fôlego. O autor criou e seguiu apenas duas linhas principais: os desencontros do casal principal e a fuga de Simão do terrível João Bala (que em alguns momentos se assemelha a Tom e Jerry) e por isso, perto da reta final, a trama torna-se um pouco cansativa e maçante, mas há muitos pontos positivos que sustentam o interesse: figurinos impecáveis, boas atuações e uma direção muito competente.
História de Amor
3.6 46 Assista AgoraFinalizei mais uma exibição e constatei a imensa habilidade de Maneco em criar personagens tão reais, que nos afeiçoamos a eles e sentimos que fazemos parte de seus conflitos e alegrias. E uma pena essa novela ser tão subestimada.
Vejo a Lua no Céu
3.8 2Era a trama que eu mais queria ver e mesmo incompleta, gostei do que vi. Parecia ser uma obra bem melancólica. O final, eu achei bem audacioso pra época: matar os protagonistas. Uma pena que o que sobrou da trama, não valorizou Norma Blum.
Memórias de Amor
3.2 2Essa, com apenas seis capítulos, já deu pra ter um vislumbre de como era monótona. Um dos principais erros, na minha opinião, está justamente na escalação da Sandra Bréa como uma moça jovem e romântica. Ela era um mulherão demais pra se sujeitar a esse papel, e a caracterização da personagem também não ajudou. Nos dois capítulos finais, achei a caracterização bem melhor, condizente com uma mulher mais madura. O Jardel Filho, achei caricato e até mesmo canastrão no papel. No geral, não gostei do que sobrou da obra.
Gina
3.2 3Estranhamente, acabei gostando.
Sabia que a história do livro havia sido mudada totalmente, mas pra mim esse não é o ponto ruim. A escalação e a caracterização foram os erros. Acredito que pelo menos para a primeira fase, deveriam ter colocado atores mais jovens, não dá pra aceitar uma Torloni com um uniforme juvenil e nem uma Theresa Amayo como uma jovem de 20 e tantos, tanto que a Theresa convenceu mais quando interpretou a personagem mais velha. Infelizmente com seis capítulos, não é possível fazer uma análise justa, mas essa seria uma novela que eu possivelmente acompanharia se estivesse completa.
Tributo - Neusa Borges
4.4 2Das atrizes negras pioneiras, Neusa Borges era a mais subestimada e esse Tributo lhe fez muita justiça.
Acabei de assistir e achei fantástico. Das atrizes negras pioneiras, ela era a mais subestimada — e tem muito talento e carisma. Ela deve ter passado por muita barra-pesada durante a carreira, e sempre a considerei boicotada. Aquele trecho da entrevista no TV Mulher já mostra isso. Talvez essa personalidade forte tenha sido adquirida justamente para sobreviver no meio.
Uma atriz como ela, ir a um programa de televisão pedir emprego — isso é uma coragem que poucas pessoas teriam. Muitos se afogariam no ego e na decadência, em vez de ter essa coragem de escancarar as coisas. Essa fase da vida dela, em que precisou pedir emprego em programas, mostra muito bem como eram as coisas.
Uma homenagem muito merecida — e que bom que ela pôde ver isso e ter a noção de como foi (e ainda é) necessária.
Tieta
4.2 84 Assista AgoraVi há dois anos e revi nessa última reprise na tv aberta.
Continua sendo um novelão fantástico e mais uma vez me sinto órfão do povo de Santana do Agreste.
Helena
3.5 2O que sobrou, mostra que era uma obra bastante delicada e até mesmo sofisticada.
Sinhazinha Flô
3.5 2Não achei tão ruim quanto pintam, mas uma coisa que fica nítida é a falta de qualidade em cenários, figurinos e em algumas atuações. Nem parecia uma novela com padrão Globo da época.
Tributo - Glória Menezes
4.6 2Minha atriz favorita e o Tributo fez jus à sua carreira.
À Sombra dos Laranjais
3.7 1É injusto dar uma nota para uma novela que possui apenas 6 capítulos sobreviventes, mas a experiência foi boa. Parecia ser uma novela bem gostosinha de assistir.
Pedra sobre Pedra
3.6 35 Assista AgoraFaz parte de minha memória afetiva e foi muito bom acompanhá-la.
Começa bem, depois fica um pouco morna e do meio pro final vira um novelão.
Ainda acho "Tieta" superior em muitos aspectos.
O elenco é estelar e saudoso: Eloísa Mafalda, Armando Bógus, Elizângela e Eva Wilma (essa é a que sinto mais saudades). Renata Sorrah impecável do começo ao fim, acho Pilar Batista uma personagem fascinante e complexa. Lima Duarte, dispensa comentários, mas confesso que antipatizei muito com Murilo Pontes, mas isso é reflexo da composição impecável do ator.