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Joan Crawford (I)

Nomes Alternativos: Lucille Fay LeSueur

468Número de Fãs

Nascimento: 23 de Março de 1905 (72 years)

Falecimento: 10 de Maio de 1977

San Antonio, Texas - Estados Unidos da América

Joan Crawford nome artístico de Lucille Fay LeSueur foi uma atriz americana, com uma carreira de quase cinco décadas no cinema, teatro e televisão e premiada com o Oscar de melhor atriz em 1945.

Lucille Fay LeSueur - seu verdadeiro nome - teve uma vida difícil. Descobriu desde cedo suas qualidades como dançarina que lhe garantiu sobrevivência antes de entrar para o cinema.

Foi casada quatro vezes. Os três primeiros casamentos foram com os atores Douglas Fairbanks Jr., Franchot Tone e Philip Terry e o quarto com o empresário Alfred Steele, maior acionista da Pepsi Cola e de quem ela ficou viúva em 1959, exercendo por vários anos o cargo de presidente do conselho da empresa.
Não teve filhos mas adotou quatro crianças: Christina, Christopher e as gêmeas Cynthia "Cindy" e Cathy.

No seu testamento escrito pouco tempo antes de sua morte, Joan Crawford deserdou os seus dois filhos mais velhos, Christina e Christopher, legando uma parcela mínima da sua fortuna, avaliada em cerca de dois milhões de dólares, aos outros dois.

Após sua morte, sua filha mais velha Christina Crawford, publicou Mommie Dearest (Mamãezinha Querida), um livro autobiográfico best-seller em que descreve Joan como péssima e abusiva mãe, dela e de seu irmão. Segundo Christina, a mãe era obcecada por limpeza e não tinha nenhum afeto pelos filhos, que teria adotado apenas para fins publicitários. O livro, bastante polêmico, foi levado às telas com Faye Dunaway no papel de Crawford. A banda Blue Oyster Cult faz uma citação referente a esse fato em sua música Joan Crawford. Mas Crawford não estava mais aqui para provar alguma coisa.

Mas Crawford, foi muito mais que isso, ela conseguia transformar arrogância, força, glamour em talento. O andar firme e os ombros largos acentuavam o caráter autoritário. A moda das ombreiras, dizem, foi criada exclusivamente por ela. Participou em pequenos papéis em vários filmes mudos de renome como ''Jornada Romântica/Proud Flesh'' (1925), sua estréia de King Vidor; ''A Viúva Alegre/The Merry Widow'' (1925), de Erich von Stroheim; ''Ben-Hur/Ben-Hur: A Tale of the Christ'' (1925), de Rex Ingram e Fred Niblo; entre outros...

Só adquiriu a aura de mulher de ferro com dois grandes sucessos ''Possuída/Possessed'' (1931) e ''O Pecado da Carne/Rain'' (1932), e, apesar de ter sido parceira dos maiores astros da época, principalmente Clark Gable, foi num filme feminino, ''As Mulheres/The Women'' (1939), que alcançou implacável notoriedade. O elenco incluía: Norma Shearer, Rosalind Russell, Paulette Goddard, Joan Fontaine, Marjorie Main, Ruth Hussey, Hedda Hopper, Mary Boland, entre outras...

Nos anos 30 era uma das campeãs de bilheteria, com filmes de peso como ''Grande Hotel'' (1932), na época junto com John Barrymore, recebeu os melhores elogios da crítica, no primeiro filme com elenco estelar; ''Amor de Dançarina/Dancing Lady'' (1933); ''A Última Conquista/The Last of Mrs. Cheyney'' (1937); entre outros...

Joan era uma mulher de garra e luta, era acostumada a todo tipo de luta e duelos, até mesmo em ''Grande Hotel'', com a divina Greta Garbo encabeçando o cast, ela não se permitiu passar despercebida. Foi o segundo nome a aparecer na tela, mas a primeira a receber elogios de atuação. Em ''Johnny Guitar'', considerado um clássico do western, ela interpreta Viena, a dona de um saloon que mata, em duelo a própria amiga e rival Mercedes McCambridge. No clássico ''''As Mulheres'', seu nome vinha depois de Norma Shearer, e, ela disparou, - bem ela dorme com o patrão, era uma alusão ao fato de Norma se casada com o maior produtor da época Irving Thalberg. Seu mais terrível duelo foi em ''O Que Aconteceu com Baby Jane?'' , não lhe deu o papel-título, nem uma indicação ao Oscar, mas seu nome aparecia antes do de Bette Davis, que havia sido rainha absoluta da Warner. Joan atuou de maneira sutil e realista e conseguiu o respeito e unanimidade da crítica a seu favor. Só os bastidores da filmagem e o que se seguiu depois já daria um filme, dizem que Bette Davis teria colocado máquinas de Coca-Cola, no set, para alfinetar Joan, que era dona da Pespi, no dia da entrega do Oscar, Bette foi nomeada e Joan não, a ganhadora foi Anne Bancroft, que não foi receber, mandou Joan, é ela tirou fotos como se fosse a vencedora, o que deixou Bette enfurecida, coisas de Hollywood.

Nos anos 40, já mais madura continuava brigando por bons papéis, e eles vieram ''Um Rosto de Mulher/A Woman's Face'' (1941); ''Acordes do Coração/Humoresque'' (1946); ''Fogueira de Paixões/Possessed''(1947), que lhe valeu sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Atriz e principalmente ''Alma em Suplício/Mildred Pierce''(1945), que lhe deu o Oscar de Melhor Atriz, filme que já havia profetizado seu futuro de bem-sucedida mulher de negócios, já que em 1955 se casou com Alfredd Steele, magnata da Pepsi e de quem herdou o império, dizia que só amou de verdade seu último marido Steele.

Nos anos 50, brilhou em filmes como ''Os Desgraçados Não Choram/The Damned Don't Cry'' (1950), de Vincent Sherman; ''Precipícios d'Alma/Sudden Fear'' (1952), que lhe valeu sua terceira indicação ao Oscar de Melhor Atriz. O clássico ''Johnny Guitar'' (1954), de Nicholas Ray; ''Folhas Mortas/Autumn Leaves '' (1956), de Robert Aldrich; entre outros...

Em 1969, trabalhou com um jovem e promissor cineasta, conhecido por Steven Spielberg, no filme ''Galeria do Terror/Night Gallery'', no episódio "Eyes", onde protagonizava uma milionária cega e excêntrica que compra os dois olhos de um coitado falido para poder enxergar por apenas algumas horas. Se último grande desempenho.

Nos anos 70, um pouco mais doente e empresária de sucesso, fez pouco, mas fez jus aos seus 50 anos de carreira e os 87 filmes de que participou, a estrela duradoura tinha como trabalho, sua inegável obsessão.

Filhos: Christina Crawford, Christopher Crawford, Cathy Crawford, Cynthia Crawford
Irmãos: Hal LeSueur, Daisy LeSueur
Filiação: Thomas E. LeSueur, Anna Bell Johnson
Cônjuges: Alfred Steele (de 1955 a 1959), Phillip Terry (de 1942 a 1946), Franchot Tone (de 1935 a 1939), Douglas Fairbanks Jr. (de 1929 a 1933)